Introdução alimentar - parte 2 - Rancho Orgânico

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Introdução alimentar – parte 2

Na primeira parte deste conteúdo especial sobre introdução alimentar falamos um pouco sobre as expectativas a respeito do assunto, tanto do ponto de vista dos pais quanto do bebê, e sobre a importância de acima de tudo passar por esse período de adaptação ao novo com muita calma e paciência!

Trouxemos também no texto anterior diversas informações e dicas sobre as papas de frutas, que são realmente ótimas opções para se iniciar este novo universo alimentar para o bebê, afinal são super nutritivas e saborosas!

É chegada a vez das papas principais…

As papas principais são feitas com legumes cozidos, antigamente conhecidas como “papas salgadas”.

Elas entram na alimentação infantil para suprir as novas necessidades nutricionais e calóricas do corpo em desenvolvimento. Assim como as frutas, devem ser introduzidas aos poucos.

Depois de meses acostumado ao leite e ao sabor e textura das frutas, é possível que ele rejeite e faça cara feia até passar a apreciar o gostinho e a consistência de papas de legumes e verduras. Isso é absolutamente normal e o caminho passa pela repetição e paciência.

Os pediatras recomendam que as papas sejam amassadas ou passadas na peneira, em vez de ser batidas no liquidificador a mastigação seja estimulada desde cedo e o bebe se acostume com a ou processador, para que nova textura da alimentação..

Nas primeiras sopinhas, as carnes normalmente são retiradas, usadas somente para o caldo. Porém, um pouco mais para a frente, você poderá passar para uma nova fase da alimentação que as inclua.

Inicialmente não acrescente sal à preparação, e quando ele for usado futuramente, tem que ser com muita cautela e moderação, para não sobrecarregar os rins do bebê. Para o paladar adulto, as papas vão parecer muito suave ou sem graça, mas são perfeitamente adequadas ao paladar do bebe.

A papa principal pode ser primeiro servida na hora do almoço e, após algumas semanas, na hora do jantar também, substituindo as mamadas correspondentes.

Para a papa principal de legumes, de maneira semelhante, oferte um tipo de legumes por vez para que a criança assimile o sabor e textura e para que possa ser observado qualquer tipo de reação alérgica. Estando tudo bem, a sequência é oferecer um novo legume misturado com um que já foi ofertado anteriormente.

Sugestões de combinações saudáveis, nutritivas e saborosas:

Semana 1

Batata cozida
Cenoura cozida
Inhame cozido
Brócolis e batata cozidos
Beterraba e inhame cozidos

Procure cozinhar os alimentos no vapor ou com a panela sempre tampada para manter a maior quantidade de nutrientes. Use uma quantidade de água que seja suficiente para cozinhar os legumes sem imergi-los completamente. Após o cozimento, amasse os legumes com ajuda de um garfo ou passe pela peneira. Lembre-se que a textura faz parte da experiência alimentar!

Semana 2

Cenoura e couve-flor
Mandioca e Brócolis
Abóbora e chuchu

Na segunda semana, e ainda no sexto mês, caso queira, pode ser ofertado o ovo cozido e amassado, de uma até três vezes na semana. Avalie casos de alergia a ovo na família antes! A introdução do ovo mais tardia está relacionada com intolerância ou alergia a este alimento.

Ex.: ovo cozido e amassado, cenoura e inhame cozidos.

No sétimo mês, pode ser ofertado caldo de músculo bovino (refogar com os vegetais), ou frango bem cozido e desfiado, ou carne moída, de uma à duas vezes na semana, para avaliar aceitação e reação ao alimento.

Neste mês entram 2 papas principais e 2 papas de fruta.

Para bebês que não irão consumir carnes, as leguminosas (feijões) com caldo e um pouco amassados devem ser fornecidos diariamente, com os legumes, após 2 semanas da introdução alimentar.

Verduras e folhosos podem ser introduzidos ainda no sexto mês, bem picadinhos, refogados e misturados aos demais legumes.

Semana 3

Batata, brócolis, couve flor refogada e feijão cozido.
Cenoura, couve flor e ovo cozido.

O repertório vai crescendo aos poucos, não tenha pressa em oferecer todos os alimentos de uma só vez! Vale repetir aqueles que foram preferidos e aos poucos mistura-los com os preteridos! Com paciência e repetição a criança vai assimilando as novas texturas e sabores e se abrindo para essa nova experiência.

Semana 4

Chuchu, carne moída e mandioquinha.
Batata doce, vagem e grão de bico.

A partir do oitavo mês a papa pode conter alguns pedaços maiores para começar a estimular a deglutição, evoluindo assim no nono mês até completar um ano.

A papa, nesse período, irá conter todos os elementos dos grupos alimentares, podendo ser alternados no dia-a-dia.<

  • Grupo de cereais ou tubérculos.
  • Grupo de legumes e verdura.
  • Grupo de proteínas de origem animal (carne, frango, ovo, miúdos ou peixe).
  • Grupo das leguminosas (feijão, lentilhas, grão de bico, etc.).

A partir de um ano de idade a criança está apta a comer o cardápio da família sem muitas necessidades de adaptação, apenas manter atenção na quantidade de sal e gordura usadas.

Qualidade X quantidade:

Respeitar demanda da fome, interesses e gostos, bem como reações a cada alimento, horário de aceitação (na medida do possível adequar ao da casa). Nenhum bebê é igual, por isso quantidades e qualidades são individuais. É preciso respeitar a não aceitação de algum alimento, sem forçar, castigar ou premiar quando come!

A qualidade dos alimentos ofertados estão diretamente relacionadas à qualidade dos nutrientes que são absorvidos pelo organismo da criança, por isso a importância da alimentação orgânica – idealmente desde a gestação e pela vida toda – mas principalmente nesse momento de introdução alimentar, pois além de os alimentos orgânicos serem mais saborosos e nutritivos, são mais seguros para serem ofertados aos bebes.

Informações nutricionais valiosas!

A batata orgânica contém betacaroteno, vitaminas C, B6, A, E, K e minerais como ferro, cálcio, magnésio, fósforo, potássio e selênio.

A cenoura orgânica é riquíssima em betacaroteno, importante para a visão, para pele, mucosas. Contém vitaminas: A, C, B2 e B3 e minerais como fósforo, potássio, cálcio e sódio.

O inhame orgânico contém propriedades depurativa fortalece o sistema imunológico. Contém vitaminas: B1 (tiamina) B5 (niacina) e minerais como cálcio, fósforo, ferro.

O brócolis orgânico contém vitaminas; A, C, B1, B2, B6 e minerais como cálcio, potássio, ferro, zinco e manganês.

A beterraba orgânica é uma raiz rica em açúcar, proteínas e vitamina A, B1, B2, B5, C tendo minerais como potássio, sódio, fósforo, cálcio, zinco, ferro e manganês.

A couve – flor orgânica contém vitaminas B5 (niacina) B6 (piridoxina), K; C e minerais como cálcio, fósforo, ferro.

A mandioquinha orgânica contém vitaminas; B, C e minerais como zinco, magnésio, ferro.

A abóbora cabotiá orgânica é rica em vitaminas; A, B, C, E, K e possui minerais como ferro, cálcio, magnésio, fósforo, manganês e zinco.

O chuchu orgânico contem vitaminas A, C e do complexo B (folato, tiamina, riboflavina e piridoxina) e também minerais cálcio, ferro, fósforo, magnésio, zinco.

O feijão orgânico (variedades azuki, fradinho, carioca) contém vitaminas: A, D, E, K, B12 e minerais como cálcio, potássio e fósforo.

O ovo orgânico contém vitaminas: A, D, E, K, B12 e minerais como cálcio, potássio, fósforo.

A carne (bovina) orgânica contém vitaminas como complexo B (folato, tiamina, riboflavina e piridoxina) e minerais como ferro, fósforo, potássio.

A batata doce orgânica é rica em  vitaminas A, D, C, B12 e B6 e em minerais como sódio, potássio, cálcio, ferro e magnésio.

A vagem orgânica é rica em vitaminas A, C, B12 e B6 e em minerais como cálcio ferro, potássio, magnésio, fósforo.

O grão de bico orgânico possui vitaminas K, E, C e contém minerais como fósforo, ferro, zinco, cálcio, potássio, manganês.

O ingrediente principal:

Este é um momento de prazer, diversão, experimentação, descobertas, conexão com a alimentação e consigo mesmo para o bebê, e ele levará consigo essas sensações, aprendizados e memórias para vida.

O caminho para que a introdução à alimentação seja saudável é o caminho da paciência e da repetição. Divirta-se com seu filho e não crie muitas expectativas ou compare o seu bebe com outras crianças. Não há formula mágica para que esse momento seja perfeito, mas com carinho e amor tudo e possível.

Um abraço,

Dra. Luiza Savietto

Médica nutróloga, criadora do projeto Nutriohm, professora docente do curso de pós graduação em Nutrição Vegetariana (Recife), professora no curso de formação de instrutores de Yoga Inbound no Centro Cultural Vrinda (São Paulo), pós graduanda em Bases de Saúde Integrativa pelo Hospital Israelita Albert Einstein (São Paulo).

Presta serviços junto a Instituições que fomentam ou apoiam a alimentação saudável como Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, Prefeitura Municipal de São Paulo, ministra palestras e aulas em diversos segmentos da sociedade, difundindo alimentação consciente e saúde integral (MUDA-SP, UMAPAZ).

@nutriohm_luiza_savietto

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